Prefeitura de Manaus recolhe mais de 35 toneladas de lixo no sambódromo durante os desfiles do Carnaval 2026

Reporter da Cidade

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de limpeza urbana (Semulsp), recolheu mais de 35 toneladas de resíduos durante os desfiles das escolas de samba no Centro de Convenções professor Gilberto Mestrinho, o sambódromo, na zona Centro-Oeste da capital. Neste domingo, 15/2, quando as apresentações avançaram pela manhã, a força-tarefa só concluiu o trabalho de limpeza depois do meio-dia, após horas ininterruptas de atuação na avenida e nas vias adjacentes.

Mais de cem garis participaram da operação especial de Carnaval, garantindo não apenas a organização da festa, mas também a mitigação dos impactos ambientais provocados por um dos maiores eventos populares da capital. O trabalho começou ainda antes do mês de fevereiro, com planejamento logístico voltado à gestão sustentável dos resíduos gerados durante o período carnavalesco.

Desde a quinta-feira (12), o efetivo foi concentrado no sambódromo, onde ocorreram os desfiles. Durante toda a programação, as equipes atuaram com apoio de carros coletores, baús e caçambas, em uma operação estruturada para evitar acúmulo de lixo e reduzir danos ambientais.

Ao término de cada apresentação, enquanto o público ainda deixava as arquibancadas, os trabalhadores entravam imediatamente na passarela do samba. Uma equipe realizava a varrição e lavagem da avenida, enquanto outra fazia a triagem inicial dos resíduos recicláveis, separando garrafas PET, latas, papelão e outros materiais reaproveitáveis.

economia circular em prática

A atuação da Semulsp foi além da limpeza imediata. Parte significativa do material reciclável recolhido foi destinada a cooperativas parceiras, fortalecendo a cadeia da reciclagem e garantindo que resíduos retornem ao ciclo produtivo em vez de seguirem para o aterro.

A estratégia integra a política municipal de economia circular, que busca reduzir a pressão sobre o meio ambiente, ampliar a recuperação de materiais e gerar renda para trabalhadores da reciclagem.

Durante o evento, equipes também orientaram ambulantes e trabalhadores informais sobre o descarte adequado dos resíduos. A ação educativa reforçou o conceito de responsabilidade compartilhada em grandes eventos públicos.

O secretário municipal de limpeza urbana, Sabá Reis, destacou que a gestão ambiental é parte central do planejamento da festa.

“Carnaval é cultura, tradição e alegria, mas também é responsabilidade ambiental. Não basta recolher o lixo. É preciso garantir destinação correta, fortalecer a reciclagem e reduzir o impacto ambiental. Estruturamos uma operação que alia organização e sustentabilidade”, afirmou.

Segundo ele, o volume recolhido demonstra a importância do planejamento. “São mais de 35 toneladas de resíduos que tiveram manejo adequado. Isso significa menos descarte irregular, menos impacto ambiental e mais cuidado com a cidade”, ressaltou.

Reconhecimento

O esforço das equipes foi percebido por quem acompanhou os desfiles. A técnica de enfermagem Ana Clara Souza, 34 anos, torcedora da Reino Unido da Liberdade, destacou a agilidade da limpeza. “Terminava uma escola e, pouco tempo depois, já estava tudo organizado de NOVO. A gente percebe que existe planejamento”, mencionou.

Entre os trabalhadores, a gari Maria das Dores Silva, 46 anos, há 12 anos na limpeza urbana de Manaus, resume o espírito da equipe. “Todo ano a gente se prepara. Customiza a farda, coloca um adereço, e uma maquiagem leve. É nossa forma de também participar da brincadeira, mesmo trabalhando. Mas o principal é deixar tudo limpo. A gente sabe que está ajudando a cuidar da cidade e do meio ambiente”, disse.

Ela destacou que o “Domingo Gordo” exigiu ainda mais dedicação. “Já estava claro, mas ninguém saiu antes de terminar. A gente só vai embora quando está tudo organizado”, assegurou.

Eficiência e sustentabilidade

O subsecretário Laurimar Costa, responsável pela coordenação da operação, destacou que o esquema foi planejado para garantir eficiência e sustentabilidade.

“Trabalhamos com equipes sincronizadas, revezamento e logística estruturada. Enquanto uma equipe fazia a varrição, outra realizava a separação dos recicláveis. Mesmo com o desfile terminando pela manhã, permanecemos até depois do meio-dia para assegurar que todo o resíduo tivesse destinação adequada”, concluiu.

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Texto – Dora Tupinambá/Semulsp

Fotos – Antônio Pereira/Semcom, Valdo Leão/Semcom e Divulgação/Semulsp

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